O agora

Viver o momento presente.

Uma coisa que parece simples mas na verdade é muito difícil… A gente acha que vive no presente, mas agora…. agora mesmo, você tá pensando no que vai fazer, no que já fez, lembrando do ano passado, ou pensando na próxima viagem, no próximo mês… Planejar é normal, recordar também, mas tendo a consciência do agora. É agora que estamos, só vivemos agora.

Agora eu estou escrevendo isso aqui. E eu preciso muito praticar essa coisa de viver o presente.

Grande parte de ansiedades e afins vêm dessa nossa mania de viver no passado ou no futuro, pensando sempre no próximo passo ou martelando o passo anterior, ao invés de viver plenamente o passo que está sendo dado.

Sobre o momento presente, além de vivê-lo, aceitá-lo também é necessário. Porque muitas vezes nós não vivemos o presente por não estarmos satisfeitos com ele, ficamos pensando em outros tempos melhores (futuro ou passado)… Ou pior, às vezes estamos super satisfeitos no momento presente, mas não conseguimos aproveitar pensando que amanhã vai ser difícil, ou mês que vem, ou daqui uma hora, sei lá…

O quanto já deixei de viver um presente pleno porque a minha mente me prendeu num problema passado ou numa coisa que ainda nem tinha acontecido e podia dar errado… [Você também? Me abraça?]. Em 2015 viajei pra Europa e passei um mês lá, tinha largado o emprego antes e perto da volta eu confesso que perdi preciosos “agoras” pensando no que faria da vida quando voltasse pro Brasil (não que não pudesse pensar nisso, mas pensei em momentos em que poderia estar aproveitando melhor alguma experiência).

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Paris – Março/2015

O fato é que perceber isso tem me ajudado a domar a ansiedade louca que tem me acometido. Ainda estou caminhando, mas um exercício é sempre parar e pensar em como estou AGORA. Onde estão meus pensamentos? Como está meu corpo? Confortável? Desconfortável? Com sede? Em paz? E por aí vai… Procurar ir se fazendo essas perguntas ao longo do dia. Quando percebo a cabeça indo longe quando não deveria eu penso: AGORA. E começo a exercitar essa tomada de consciência mental e corporal. Sim, consciência do corpo físico também é importante, e tem me ajudado muito também com a forma como eu me alimento, já que exercitando perguntar como meu corpo está eu posso sentir se estou realmente com fome e de que alimento eu preciso, ao invés de ceder a impulsos da mente ansiosa.

Começando nessa prática, quando precisava ou queria planejar algo eu pensava: mas isso não é sair do presente? Não estou me “contaminando” de ansiedade?  Mas aí vi que não, é viver aquele momento como o que ele é: de planejamento. É estipular as tarefas menores do plano e pronto, ir vivendo cada uma, no presente. Na verdade, não planejar as etapas é que pode aumentar a ansiedade, porque a gente fica pensando muito no objetivo final (que pode estar bem no futuro), ao invés de realizar aquela pequena ação no presente, sem a qual o sonho não seria alcançado.

Além do que falei sobre a ansiedade, essa prática também me ajuda a não procrastinar e a colocar pra fora algo mais intuitivo e autêntico, na escrita deste texto, por exemplo.

~Só vejo vantagens~ em praticar o agora. Como tudo, até virar hábito leva um tempo, estou no caminho, e dentro dele, estou no momento em que digito no teclado, escrevendo sobre a minha prática ao mesmo tempo que a exercito. AGORA.

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